sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"Durante o jantar, achara a senhora de Merret por demais arrumada; dirigindo-se ao clube, ele se dizia que sua mulher não mais sofria, que sua convalescença a embelezara; e se apercebia disso como os maridos se apercebem de tudo, um pouco tarde"...

Outro estudo de mulher / A comédia humana
Honoré de Balzac

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

se meu pai fosse mulher

Oi,

Estava aqui pensando nos seus e-mails, nas trocas de recados no blog do Menino Vadio - não sei se é você, mas imagino que sim - e se tudo isso faz algum sentido.

Pensei que você pode ser dois tipos de gente: a ex magoada ou a amiga platônica, descartei o amigo invejoso pq menino normalmente vai para cima e faz o que da vontade. Resolvi escrever para uma mistura hibrida dos dois primeiros tipos.

Imagino que gostar de alguém a esse ponto e não estar junto deva doer para caralho. Me pergunto se você já falou sobre isso com ele, se ele te entendeu e foi sincero com você ou se foi um cretino de tal tamanho e te machucou tanto ao ponto de você se dar ao trabalho de se meter na vida dele até hoje, para injuriar a outra, para causar desconfortos, sei lá.

Até me peguei pensando na possibilidade de eu ser uma idiota de me envolver com alguém que não me ame e que até me engane, como você sugere. A questão é que para românticos como eu, se for este o caso, esta relação não vai muito longe e talvez eu sofra como você, mas eu sei que passa. E se não for este o caso ela vai longe e pode ser linda. No dois casos eu vou sentir esta coisa incrível que sinto agora e o fim (que existe em qualquer coisa que começa) vai doer horrores. Então eu te pergunto: por que não?

Meu avô falava uma frase nonsense que tem uma vasta aplicação: se meu pai fosse mulher eu tinha duas mães. Não se vive de "se's"...

Envio emprestada minha música de fossa, nina simone, a voz sai das vísceras, eu espero que você goste e que ela tenha sentido para você.